O Brasil procura seu lugar nesta nova política externa mundial. Devido o aumento da importância global da nação brasileira nossa política externa fica bem mais visível. De tímida posição a exponencial visibilidade mundial. Éramos arrimo que não tinha bussola e nem objetivo. Enfrentávamos os problemas com tênue objetividade e improviso. Éramos amadores e submissos. Com a globalização a projeção brasileira é grandiosa não demos passos, mas sim sobressaltos. Procuramos ampliar nossos espaços e começamos a realmente ter preocupações cosmopolitas, abandonando o provincianismo acanhado. Hoje somos protagonistas do processo global e não simples representante latino americano. De país matuto a ousado participante. Temos propósitos, metas objetivas concretas e simpatia. Conseguimos com a nova simetria de poderes manterem distante dos conflitos de interesses e servir de arbítrio nos conflitos mundiais.
A diplomacia tropical é quente nos argumentos, porém informal no método. Não é sisuda nem autoritária. Descontraída num mundo de interesses consistente, porém séria no objetivo. Temos uma maneira singular de conduzir os conflitos. Não impomos, dialogamos descontraidamente sem tira alvo da meta.
A simpatia tropical neutraliza artificialismo de relacionamento, criando um naturalismo estratégico num mundo de interesses exacerbados.
Nossa política externa era unilateral e serviçal. O medo nos acovardava perante as nações desenvolvidas. Hoje com nova simetria do poder somos clássicos com qualquer nação evoluída do mundo. Éramos filho espúrio dos norte americano. Hoje decretamos nossa independência e tirarmos estigma de país colonizado. Até os americanos submeteram a nova geografia do poder. Em princípios eram uma família patriarcal, hoje de devido a clarividência emancipadora impomos nossa independência sem resistência.
Nossa política externa atual ultrapassou as fronteiras restritamente comerciais e passa atuar como arbítrio e até mesmo conselheira dos problemas ideológicos e geopolíticos. Mantemos eqüidistante das partes, porém estamos atuando como protagonista respeitável. Aprendemos a defender nossos interesses com sutileza a brincar descontraidamente num mundo formal e sério demais.
Parece que nossa diplomacia tem peculiaridades e singularidades marcantes. Não somos invejados e começamos a ser poderosos. Isto facilita o dialogo e elimina o sectarismo de interesses.
Hoje somos determinantes nos objetivos, porém flexivo no método. Vendemos simpatia e respeitabilidade mundo afora. Aprendemos a ser sério brincando de relacionar com contundência e desconcentração.
Nossa política externa atual é pragmática e simpática. Até aqui imparcial. Existe resquício de passionalidade que é totalmente prejudicial num mundo racional e emaranhado de interesses.
Hoje somos profissionais, imparciais e determinados em vender um Brasil cosmopolita, longe do bucolismo do pretérito.
Nosso passado de matuto diplomático era derivado de nossa fragilidade econômica foi sepultado. Aprendemos na atualidade a adquirir auto-estima e a ser ousado sem ser intrometido. Simpático sem ser excessivamente generoso. E bem sucedido sem ser invejado.
Por Juarez Alvarenga