A crise sem dúvida nenhuma pegou a Fórmula 1 de jeito, bateu forte na principal categoria do automobilismo mundial, entre muitos fatores, o mais sentido, visível a olho nu, é a saída da Honda da deixando as corridas neste ano com apenas 18 carros sendo nove equipes, se falou até na possibilidade de algumas equipes postarem três carros no grid, porém isso ficou apenas na falácia.
E a saída da Honda dividiu os quatro principais pilotos brasileiros da atualidade do automobilismo mundial, em duas partes iguais, na primeira parte se encontram Massa e Nelsinho Piquet, com seus lugares garantidos, e na outra parte estão Bruno Senna e Rubinho, sem espaço entre os 18. A Fórmula 1 em 2009, completa seu sexagenário, 60 anos de muitas emoções e vitórias.
O Brasil com Emerson Fittipaldi em 1970, com a sua primeira vitória na Fórmula 1, começou a escrever uma história de conquistas, com oito títulos mundiais, sedo dois com o próprio Emerson (1972 e 1974), três com Nelson Piquet ( 1981, 1983 e 1987) e finalmente três títulos para Ayrton Senna (1988, 1990 e 1991). Para que gosta de estudar os números pode reparar que os brasileiros conquistaram títulos em anos com finais de todos os números de 0 a 9, exceto em anos de final 5, 6 e 9.
Finais 5 até tem uma boa desculpa, em 1975 José Carlos Pace conquistou a sua primeira e única vitória na Fórmula 1 e em 1985 Senna conquistou a primeira de suas 41 vitórias. Então a “zica” fica apenas para os anos com final 6 e 9. Caberá a Massa e Nelsinho tirar o número 9 da “zica” e deixar apenas o 6.
No grupo dos pilotos brasileiros que têm lugar na Fórmula 1, Massa e Nelsinho, temos os dois em posições antagônicas, Massa tem tudo para confirmar a sua colocação de principal piloto da Ferrari e brigar pelo nono título do Brasil na Fórmula 1, para isso tem que ter um ótimo começo de temporada para desbancar o Kimi e a Ferrari durante toda a temporada tem que errar menos do errou em 2008, esses erros foram fatais para as pretensões de Massa ser campeão no ano passado. Já Nelsinho tem um carro muito melhor do que o ano passado, mas em 2009 será segundo piloto de fato, isso é, vai prestar serviços para Alonso dentro da equipe Renault, pois a equipe francesa começa o ano disposta a fazer de Alonso mais um tri-campeão da F1.
Porém no outro grupo de brasileiros temos Rubinho e Bruno, os dois eram os prováveis pilotos da Honda, essa é a única semelhança entre eles, pois novamente temos os dois em posições antagônicas, Rubinho termina a sua longa carreira na Fórmula 1 de forma lamentável, uma história de 16 temporadas, sendo 271 corridas (recorde da categoria), tem sua conclusão sem uma despedida, na verdade não foi o Rubinho que se despede da Fórmula 1 e sim a Fórmula 1 despede-se do brasileiro.
Já Bruno Senna, que já tem 25 anos, pagou muito caro pela morte de seu tio, o medo e pavor da família Senna pelas coisas do automobilismo depois de 1994, ano da morte do Ayrton, retardou muito a carreira do então menino Bruno, e 2009 talvez fosse a última chance do piloto e essa chance não se confirmou. E Bruno pode ter terminado sua carreira na Fórmula 1 sem ter começado.
Fábio Sinegaglia